Em julho é celebrado o Dia Internacional sem Sacos Plásticos, uma data criada para chamar atenção global para os impactos ambientais causados por esse item tão presente no dia a dia das pessoas. O objetivo é simples, mas poderoso: estimular governos, empresas e consumidores a reduzir drasticamente o uso de sacolas plásticas descartáveis e encontrar alternativas mais sustentáveis.
Até porque, embora pareçam inofensivas, as sacolas plásticas podem se tornar grandes problemas se forem parar no meio ambiente. Elas são leves, resistentes e baratas, três características que as tornam convenientes, mas também extremamente difíceis de controlar no descarte. Por isso acabam facilmente em ruas, rios, oceanos e aterros, permanecendo na natureza por centenas de anos.
Para se ter ideia do tamanho do desafio, o Brasil consome cerca de 13 bilhões de sacolas plásticas por ano, segundo dados da Plastivida. Em outras palavras, estamos falando de 13 montanhas do tamanho do Pão de Açúcar formadas só com esse tipo de resíduo. É muito plástico para um país só, e isso exige mudanças reais nos nossos hábitos de produção e consumo.
As sacolas plásticas fazem parte da nossa rotina, é verdade: carregam compras, roupas, marmitas. Mas isso não apaga o problema. Quando não são descartadas corretamente, geram impactos severos: poluem cursos d’água, sufocam animais marinhos, contaminam solo e água com microplásticos e comprometem as paisagens que tanto valorizamos e precisamos cuidar.
Por isso o Dia Internacional sem Sacos Plásticos não é sobre proibir o uso em si, mas sobre repensar nossos hábitos e adotar o consumo consciente. É um convite para nos perguntarmos: eu realmente preciso de mais uma sacola? Posso usar minha bolsa retornável? Posso planejar para gerar menos lixo?
Do lado dos consumidores conscientes, as atitudes são muito práticas: reduzir o uso sempre que possível, dar preferência a sacolas retornáveis e reutilizáveis, e fazer o descarte correto para garantir a reciclagem de sacolas plásticas. Cada escolha conta para evitar que novas montanhas de plástico se formem ao nosso redor.
Já as empresas têm um papel ainda mais estratégico. Não adianta só incentivar o cliente a trazer sua ecobag é preciso investir de verdade em logística reversa, criando sistemas para coletar e dar destino adequado a embalagens pós-consumo. Além disso, precisam promover modelos de economia circular, em que esses materiais sejam transformados em novos produtos, reinseridos na cadeia produtiva em vez de parar em aterros ou no meio ambiente.
É aqui que entra o trabalho da Yattó. Somos especialistas em soluções de logística reversa, reciclagem e economia circular, ajudando empresas a transformar resíduos em recursos, com rastreabilidade, operadores homologados e processos que garantem impacto ambiental positivo. Acreditamos que, com planejamento e compromisso, é possível mudar a relação das empresas com o plástico.
E vale lembrar que sacolas plásticas não estão só no varejo ou nos supermercados. A indústria usa grandes embalagens chamadas Big Bags, sacos resistentes que transportam toneladas de grãos, fertilizantes ou outros produtos. Pensando em alternativas para esse resíduo industrial, criamos um projeto incrível com Mãe Terra, Zaraplast e Atero: coletamos Big Bags usados do campo, limpamos e transformamos em acessórios de moda e bolsas estilosas, promovendo a reciclagem de sacolas em grande escala.
Esse case mostra como, com criatividade e parceria, podemos fazer diferente. Mais do que nunca, precisamos de consumidores conscientes que repensem seu papel e de empresas comprometidas com reciclagem e logística reversa reais. Porque a única montanha que a gente quer ver é feita de natureza, não de plástico.